
Com toda a razão está o grande Mano Brown: - “…Aí boy, sai andando aí, certo? Tenho todos os motivos, por isso eu vou te roubar, morou?” Bem, tirando a parte do latrocínio, é claro. Não pretendo incitar ninguém à sair por ai assaltando playboys universitários – já existem “profissionais” do furto e até mesmo PM´s que fazem isso muito bem. Mas onde eu quero chegar é: tenho todos os motivos pra não gostar de MPB, e não é preciso pensar muito pra chegar nesta conclusão – é como dizem os americanos: “This is a non brainer contest.” Então (pela ultima vez, juro!!!), tenho todos os motivos assim como alguém pode ter todos os motivos para não gostar dos filmes do Jackie Chan (O quê???? Existe alguém que não goste dos filmes do Jackie Chan??? Maldito seja!!!), e se eu fosse falar um por um, eu acabaria com o limite de caracteres deste blog (e acredite, eu posso ser bem verborrágico quando quero) e ninguém tem saco de ouro.
Mas pra ficar em alguns, pra mim a MPB em primeiro lugar não é o que ela diz ser: “Música Popular Brasileira”. O que tem de popular em uma música que não atinge as grandes massas? E grandes massas eu quero dizer, o povão mesmo. Não é um som do Vinicius ou do Toquinho que eu escuto no ônibus na hora de ir trabalhar. A popozuda barraqueira não sai cantando Elis Regina rebolando na periferia. Não… E isso acontece porque a própria MPB é um nicho fechado em torno de si, uma verdadeira “panelinha”onde ficam jogando confete em si mesmos e acendendo seus holofotes com luz fosforescente. Alimentando seus enormes egos auto-lantejolantes que vêem-se como salvadores da humanidade e são muito restritivos em quem pode entrar no seu “seleto” grupinho, passando uma imagem de “Deuses Olimpicos”, quando pra mim não passam de um bando de esnobes pomposos ( e são mesmo!).
A “mídia especializada” adora falar bem, exaltar a genialidade desses músicos, na “ideiota” de “educar o publico” lhes dizendo o que é “boa música”, mas se esquece que “o publico” deles não é o que idealizam e sim um público que na maioria não capta a mensagem (sapientíssimo guru!) do que essas “grandes obras” querem dizer – se é que querem dizer alguma coisa... Até serve pro zero à esquerda que estuda Historia ou Sociologia, que pretende pagar de intelectual ou tocar um violãozinho no pátio da faculdade pra comer umas menininhas hippies de butique do curso de Letras, mas não pro Zé Povinho.
Pode ver quando passa algum especial de TV de MPB, a imagem que sempre passam é de uma coisa grande… imponente… sofisticada… inatingível… Ao contrário dos Calypsos e Amados Batista da vida, que em qualquer salão vão estar lá a doméstica que ralou a semana inteira na casa da madame que é fã do Ney Matogrosso ou o pião que nunca ouviu falar do Baden Powell (Com que se come isso?), ralando coxa no risca-faca.
Pra encerrar ( já era hora!), duas coisas:
Um – As letras do Chico Buarque são muito boas – como leitura. Pra ouvir é um chute nos ovos.
Dois - Não é só a MPB que tem coisa indigesta: pra cada um Strokes ou um Pixies que existe, tem pelo menos uns 2.545 The Callings ou Simple Plans , então manera aí galerinha do mal.
Agora sim, o nosso Top 10 Rasteiro ou o “Greatest Shits” da MPB. Estão listados abaixo os 10 piores artistas desse estilo na minha opinião. Tentei ser o mais abrangente possível pegando o que tem de mais relevante nesse meio, e estão inclusos músicos “verdadeiros” da MPB de fé – os cânones intocáveis e também noviços no movimento e wanna-bes.
(Em ordem decrescente (ou seria, decadente?). Ou seja, do menos pior ao bagaceira total)
10: Peninha – Só está na lista porque é um compositor que já deixou registradas várias “obras” sempre na voz de outros (chatos) artistas de maior sucesso do que ele, coitado. Figurar em décimo numa lista dos piores da MPB deve ser o ápice de sua carreira. Sem carisma algum, pelo menos ele é um bom compositor – pelo menos pro Caetano.
9 – Rita Lee – A “rainha do rock nacional” desde que saiu dos Mutantes, para mim só conseguiu se tornar a rainha da irRITAção (tenho que admitir que ficou muito bom este chiste…). Uma coleção de musicas chatas, uma pior do que a outra. Nem em trilha sonora de novela tem aparecido ultimamente. Só fazendo lançamentos intercalados de um disco inédito e uma coletânea com as mesmas músicas chatas de sempre. Se aposenta véia!
8 – Arnaldo Antunes – Os Titãs (a banda, não o grupo teen da DC) conseguem ser mais mutantes que o Mutantes (a banda, não os X-Men). Em cada disco eles aparecem com um estilo totalmente diferente do anterior, sem nenhuma identidade musical e sempre renegando a fase passada. Com Antunes não era muito diferente, mas o pior viria em sua fase solo: músicas desconexas, estranhas, bizarras (no pior sentido), boa pra trilha sonora de documentário de fabricação de mesa de bilhar e só.
Uma historia engraçada: Quando Arnaldo Antunes veio fazer um show aqui em Mauá, nem lembro em que ano, a banda de abertura foi o Pulverizer que mandava um horrível (também no mal sentido, mas para eles é elogio) Death Metal - daqueles pra ficar uns 3 dias com dor de cabeça. Ao acabar o show, a malta headbanger clamava por mais pérolas de morte e destruição. Aí aparece no palco um Arnaldo Antunes perdidaço e a galera gritando na frente do palco: “Pulverizer! Pulverizer! Pulverizer!” Então com toda sua sagacidade de intelectual da música brasileira (todos eles não são?) ele diz: “O que?? Eu não to entendendo!!” E os filhos do Capeta: - “Pulverizer! Pulverizer! Pulverizer!” – “O quê?? bumerangue?! Eu não tô entendendo!!”
Sobe um guarda no palco e lhe fala algo no ouvido – provavelmente o que os exus estavam grunhindo – e ele olha frio para o seu “querido público” e secamente responde: “Desculpem. Eu não posso dar isso para vocês. Está além do meu alcance.” E pega o seu violãozinho e começa a tocar uma de suas bombas… “Nega do Cabelo Duro”, eu acho. Não… peraí, essa é da carreira solo do D2. Aaaaah…
7 – Los Hermanos - Porquê eles não continuaram na mesma linha do primeiro disco? Aquelas baladinhas nervosas estilão Weezer (Azedume, Quem Sabe…), com uma pegada mais punch – “hardcore” como eles mesmo diziam em entrevistas em inicio de carreira, comprando briga até com o “traidor do movimento” (e outro chato) João Gordo - eram musicas divertidas que realmente valiam a pena curtir. O Los Hermanos de hoje é uma banda insossa, morna, pasma, com sons que remetem à “Bosta Nova” de Tom Jobim e aos sambinhas de Cartola, Adoniran Barbosa e outros. É aquele tipo de banda que o sujeito tem que dizer que gosta pros seus amigos intelectualóides não o acharem burro ou idiota (ou ambos). Cabeçada do Chorão neles!
6 – Adriana Calcanhoto e as 44 sapatas – Sem nenhum preconceito aqui. E sem querer passar uma imagem de escroto e porco chauvinista também. Muuuuuuuuito pelo contrário. Eu adoro lesbianismo. É um fetiche pra mim. Duas gatas se pegando, se lambendo... uau! Não sou fã de Raul nem nada, mas eu curto pra p***** um rock das aranhas. É uma beleza. Mas quando entra no campo musical – melhor, na MPB, a coisa já muda de figura. Tira todo o tesão (e o fetiche) ouvir essa mulherada na maioria com vozeirão de Pavarotti (Ana Carolina, Cássia Eller) ou pérolas pseudo-intelectuais de “divas” do porte de Marina Lima, Zizi (Porre) Possi, Simone e outras. Independente de algumas representarem (e bem) o time das cantoras que batem um bolão… Deve ser por isso que a Playboy da Marina Lima foi fracasso de vendas. Já a da Kelly Key por outro lado…
5 – Carlinhos Brown – Egresso da Timbalada, Olodum e outros redutos da batucada, Carlinhos Brown surgiu como uma revelação da Bahia, que é o estado responsável por 40% das porcarias que dominam a cena musical do País – Goiânia (Cornaiada Sertaneja), Rio (Funk Carioca), resto da região do Nordeste (Calcinha Preta, Frank Aguiar e sua turma), igreja católica carismática e outros se encarregam da outra metade.
Acreditando ser um artista revolucionário destinado à fazer história na música, Brown sempre se voltou para projetos “inovadores” e de “vanguarda”, como os supra-citados Timbalada e Olodum – que só o Galvão Bueno deve gostar - e a infame união com outros “Gênios” de sua estirpe como Arnaldo Antunes (nosso 8º colocado) e Marisa Monte no fracasso Tribalistas, onde pretendiam ser os timoneiros de um novo movimento musical como foi a Tropicália e a (eu não me canso de escrever isto) Bosta Nova, mas que não passou do primeiro disco, graças à Oxalá (com o perdão do chiste).
Seja como for, eu ainda consigo dar boas risadas ao lembrar do episódio que aconteceu no Rock In Rio 3, onde o pelotão de devotos enfurecidos do Deus Metal colocou Brown pra correr debaixo de uma saraivada de garrafas de água - “… toma água mineral, água mineral, água mineral, …” – e tome garrafada de água na cabeça, filho da puta!
4 – Nova MPB – Aqui eu incluo tudo o que saiu de MPB dos anos 90 pra cá.
Em um segmento musical que passou as ultimas décadas hermeticamente fechado em torno de si, como já disse anteriormente, a renovação neste caso não foi nem um pouco benéfica. Em sua maioria se tratando de filhos de cantores e compositores já estabelecidos – Luciana Melo, Simoninha, Maria Rita, Pedro Mariano, etc. – e outros músicos – Otto, Max de Castro, Cláudio Zolli, Lenine... só pra citar alguns - que apareceram com uma proposta “modernosa“ com uma irritante batida eletrônica que de tão repetitiva, parece a mesma em todas as musicas de todos os artistas e letras “cabeça” demais pra cair no gosto popular da galera, causando uma sensação de torpor, ânsia e estímulo zero.
Enfim, dessa panela toda um dos pouquíssimos que se salvam é o Ronaldo E Os Impedidos (posso dizer com desdém que possuo um dos raríssimos itens dessa preciosidade), do antigo goleiro do Corinthians. Pelo menos dá pra tirar um sarro, mas ei… Ronaldo E Os Impedidos não tem nada a ver com Nova MPB! - Ainda bem.
Elevado à gênio e guru da MPB, e sensação da “elite cultural” – seja lá o que isso quer dizer - Caetano Veloso representa tudo o que eu tentei passar neste artigo: o de que a MPB não cumpre o que ela se propõe ser – música popular, de grande alcance e aceitação da população brasileira. Sendo nada mais que um clubinho particular, onde são estabelecidas relações entre cantores, compositores e até mesmo a imprensa, onde um se apóia no outro, inflam seus egos um no outro… são os mesmos de 3, 4 décadas atrás jogando flores uns nos outros e os que não pertencem à essa “classe superior” são simplesmente excluídos do movimento musical. É som pra inglês ver e pra críticos “cultos” e “formadores de opinião” babarem ovo e se derramarem em declarações mela-cueca do quanto Caetano “sintetiza tal sentimento” ou como Caetano “exala sexo e ódio por todos os sulcos (ui!)” entre outras idiotices.
E pra acabar: Como se já não fosse ruim ter que aturar o velho Caetanão, de língua ferina e toda sua presunção e vaidade, de bônus veio toda essa baianada trash tropical: Gal Costa, Pepeu Gomes, Baby (Consuelo) do Brasil, O próprio Carlinhos Brown (5ª posição), Vossa Excelência Gilberto Gil, Ministro da Cultura e ainda temos de aturar sua irmã, Maria Be(s)tânia. Não é de f****?
2 – Tom Jobim – A burguesada carioca se ler isso manda me matar, mas não tem jeito. Nos dias atuais, o estilo da Bosta Nova é totalmente impraticável, impossível de se escutar. Obsoleto, ultrapassado, datado. É música de burguês pra burguês. Por mais que a Globo tente passar o quanto é moderno e avançado, ou o quanto é admirada internacionalmente, pra mim não passa de uma música sonolenta e constipada. De verdade, quem tem saco de ouvir “Aquarela Do Brasil” , “Garota de Ipanema” ou “Ipanema Girl”, como dizem os gringos?
O que mais me incomoda é a forma que certas pessoas e veículos de comunicação tratam ao se referir à Tom Jobim e à Bossa nova em geral. Sempre com zelo, respeitosos, como se tratasse de alguma coisa sagrada, que não se deve infringir, inviolável, incontestável e unânime. Dá a impressão que Jobim está pros cariocas como o recém finado ACM está pros Baianos e o Sarney no Maranhão.
Chutando o balde de vez - de preferência em direção à Petrópolis, onde vivem aqueles ricaços cariocas, todos uns depravados (essa eu tirei do Hermes e Renato) e cenário da maioria das novelas Globais – Tom Jobim é tão chato, mas tão chato, que é um saco sequer pensar em algo pra escrever sobre sua pessoa e sua “obra” sem cair no marasmo, tédio e torpor, por isso vou ficando por aqui. E quer saber? Até Ronaldo E Os Impedidos são melhores do que Bosta Nova!
1 – Ivan Lins – Na boa… o cara é muuuuuuuuuuuito chato.
Posição 0 e nota 0 também: - Padre Marcelo Rossi – não faz parte do circulo ilustre da MPB, mas se tem uma coisa pior que MPB, com certeza é a música evangélica. Nem vou me estender muito, mas é a pior coisa para se ouvir em qualquer momento e em qualquer lugar. Não tem coisa que me irrite mais que isso. É broxante! E como o Padre Marcelo é o maior representante desse segmento, vai aqui uma menção (dês)honrosa e uma nota zero pra ele, que Deus me perdoe.
Ah, mas eu sou agnóstico, então que se f***.
Conclusão: O objetivo desta lista é de ficar em 10 chatos mesmo, porque se fosse pra dissertar sobre a chatice de todos os artistas de MPB, daria um livro maior do que a Bíblia e a lista da Telesp juntas e não ficaria de fora nenhum deles. É muito difícil fazer uma seleção dessas, com tantos candidatos fortes e dignos de esculachação, mas acho que ficou bem representada, com cada um defendendo bem sua posição. Agora pra exorcizar essa cambada de vez, saca só essa: um som muito f*** do Yeah Yeah Yeahs - Y Control: http://www.4shared.com/file/25490150/abd314ba/Yeah_Yeah_Yeahs_-_Y_Control.html - é só clicar no link ao lado e baixar.





